Uma aula de paleontologia

A gravura representa William Buckland (1784-1856), proferindo uma conferência para um público aparentemente bastante interessado nas questões paleontológicas.
Nas Ilhas Britânicas, no início do século XIX, dominavam as correntes diluvianistas, defendidas, entre outros, por dois clérigos anglicanos, Buckland e Adam Sedgwick (1785-1873), que tentavam conciliar os relatos bíblicos do Dilúvio com os registos geológicos. A presença de fósseis em zonas actualmente inabitadas e a descoberta dos mamutes na Sibéria, por exemplo, era interpretada como tendo os continentes sido invadidos por águas diluvianas arrastando consigo seres que viveriam em locais longínquos.

Buckland que era professor de geologia e paleontologia na Universidade de Oxford foi umas das mais influentes figuras, nestes domínios. Cuvier visita-o em 1818 e nessa altura interessa-se por um dos fósseis que Buckland possuía, o de um grande réptil encontrado em Stonesfield o qual já tinha sido descrito pelo paleontólogo inglês e designado por Megalossaurus. Hoje sabemos tratar-se de um dinossaurio carnívoro bípede. Cuvier via neste animal, do qual só se conhecia a mandíbula e diversos ossos do esqueleto pós-craniano, um réptil marinho «extrêmement vorace».



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